- Visitantes -

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Briard


- Tipo físico -
O Briard é muito atrativo. Ele combina força muscular e de ossos com movimentos livres e ágeis. Tem expressão inteligente e olhos brilhantes, bem abertos e escuros. Sua pelagem é dura e longa e pode ser negra e/ou castanha, nunca com manchas brancas. Sua altura varia entre 56 e 68 cm. Seu peso ideal é aproximadamente 34 kg.
- História -
Desde que os pastores passaram a necessitar de ajuda para controlar os enormes rebanhos, se tornaram conhecidos os pastores de pelagem dura. O Briard acompanhava os pastores nômades e sua origem exata é difícil de determinar. Também conhecido como Pastor de Brie, a raça é encontrada em todas as províncias francesas manejando rebanhos. Mesmo assim, é popular nas pistas de exposição e compete em toda a Europa.

- Caráter -
Trabalhador e inteligente, é um cavalheiro adorável. Tem um caráter tranqüilo e agradável e uma discreta educação e bom gosto.

Bouvier de Flandres

Bouvier des Flandres

- Tipo físico -
O Bouvier possui um corpo poderoso, de constituição compacta e rústica. Sua pelagem dupla é muito importante, o pelo exterior deve ser duro e o subpêlo suave e espesso, formando um conjunto impenetrável para resistir a inclemência do tempo. Sua cor varia desde o amarelo até o preto, inclusive o sal e pimenta, o cinza e o tigrado. Sua altura varia entre 61 e 68cm e seu peso ao redor de 40Kg.

- História -
O Bouvier é historicamente importante para os belgas. Esses cães variavam muito de tipo e existiam muitos deles pelo país. Em 1910 os aficionados se fixaram neles e fomentaram o interesse pela raça. Graças a eles a raça pode sobreviver. Desde então outros muitos bouvier tem desaparecido. A partir do momento que as discrepâncias sobre o tipo foram solucionadas, a raça pode florescer.

- Caráter -
O Bouvier atual conta com muitos aficionados e realmente é um cão muito chamativo. Ironicamente, para os granjeiros belgas, ele não era mais do que um cão de trabalho de casa com barbas sujas. Como cão de companhia é muito confiável, protetor e afetuoso.

Borzoi


- Tipo físico -
Possui graça e beleza associada a velocidade. É simétrico e de proporções perfeitas, cada parte em seu lugar e com amplitude entre as mesmas, preservando a beleza do Borzoi. O corpo é marcado por linhas fluídas e uma musculatura bem desenvolvida. A cabeça é ligeiramente arqueada, comprida e estreita. A pelagem é longa, sedosa, sem ser lanosa, lisa e ondulada. Sua altura varia entre 71 e 79cm e seu peso entre 34 e 48Kg. A cor predominante é o branco, mas outras cores são aceitas.
- História -
A importância da estética e simetria do Borzoi nem sempre foi primordial. Sua velocidade, força, valor e inteligência foram as qualidades mais valorizadas nele, uma vez que a caça ao lobo para o qual era usado, era um esporte difícil e perigoso. A família real russa promovia o Borzoi, da mesma forma que fazia a corte britânica em relação ao Greyhound. A caça ao lobo se converteu no esporte nacional russo e o Borzoi foi criado para esse propósito. Necessitavam de Borzois velozes e resistentes para alcançar os lobos, lançar-se sobre eles, derrubá-los e cravá-los no chão. Depois o homem se encarregava de amarra-lo e amordaça-lo. O Borzoi quando chegou na Inglaterra não encontrou lobos para caçar, mas graças a sua beleza natural se converteu em um cão decorativo para as mansões elegantes e para as exposições.

- Caráter -
O Borzoi é um cão precioso porém não está preparado para qualquer tipo de vida. É um cão com estilo e graça incomparável, mas seus proprietários precisam ter espaço suficiente em suas casas. Tem muito bom caráter e sempre é um perfeito cavalheiro.

Airedale Terrier


Airedale Terrier

- Tipo físico -
O Airedale é um cão bem estruturado, robusto, de pelagem dura e resistente e é o maior terrier do Ocidente. Sua pelagem cor de fogo com um típico manto negro é a única cor admitida. Sua altura varia entre 56 e 61 cm, seu peso 20 kg. Sua cabeça alargada possui orelhas pequenas dobradas em forma de V.
Seu corpo é esbelto sustentado por membros anteriores fortes e retos e posteriores bem angulados.

- História -
Em meados do século XIX foram cruzados vários tipos de terrier ratoneiros, todos eles maiores que os atuais, com otter hound, para se obter um cão de maior peso e consistência capaz de apanhar presas maiores e servir como guardião. Mais tarde, a introdução do Irish Terrier e possivelmente do Welsh contribuiu para fixar o tamanho e o tipo. O airedale é muito versátil: ratoneiro, cão de exposição, grande nadador e lutador incomparável.

- Caráter -
Devido sua intelegência e instintos naturais é o terrier mais fácil de adestrar. Ele é educado, paciente e um perfeito "cavalheiro" em casa.

Samoieda


Nome original: Samoiedskaïa Sabaka
País de origem: Rússia

- Caráter -
O Samoieda é uma raça de cão muito primitiva, que muito pouco evoluiu nos últimos 5 mil anos (período em que surgiram a maioria das raças conhecidas nos tempos atuais). Considerado pela maioria dos criadores do mundo como a raça mais bela de todos os cães, é possivelmente a mais dócil de todas. Também é considerado o animal mais domesticável pelo homem. Não possui glândulas subcutâneas e, portanto, não exala nenhum odor característico de cães.
O "Lobo econômico e limpo: Samoieda", como é conhecido, é um amigo fiel e capaz de tudo para estar na companhia de seu dono.
Não é agressivo, tem um comportamento calmo, carinhoso e dócil, porém possui personalidade forte. Pode-se ter um samoied em apartamentos, desde que seu dono o leve a passear todos os dias. É um cão extremamente curioso e gosta muito de brincar. Aprende com facilidade. Talvez devido à sua longa convivência com humanos é um animal perfeito para companhia, não sendo um destruidor, desde que esteja com companhia e receba atenção da sua família humana, serve perfeitamente para apartamentos e casas. Sempre muito atencioso com o seu dono quer receber essa atenção de volta. Também de adapta muito bem com crianças.

- Cuidados -
samoiedas são econômicos, pelo fato de não ter odores comuns entre os cães, os banhos podem ser mensais. A sua pelagem abundante e farta é de fácil manutenção com escovadas regulares e não deve ser tosada jamais pois serve de proteção ao animal.
Essa raça é muito resistente e não adoece com facilidade, gastos com remédios são raros. Porém o acompanhamento de um veterinário é fundamental, ao menos uma vez por ano.

- História -
Esta aristocrática raça tem suas origens no norte da Sibéria com a tribo dos Samoiedos. Os samoiedas foram muitíssimo pouco modificado desde o início da convivência com os humanos a 5 mil anos. Era utilizada e ainda é nos tempos de hoje em certas localidades para tração de pequenos trenós que transportavam as mudanças e pastoreio da renas do povo Samoiedo.

Jack Russell Terrier


Jack Russell Terrier



- TIPO FÍSICO -
Trata-se de um terrier pequeno, elegante, esperto, bem equilibrado e conformado. Existem três tipos de pelagens: partido, dura e curta. Todas elas com predominância do branco com manchas tricolores, marrons ou pretas. Existem dois tamanhos: de 23 à 30cm e de 30 à 38cm. O peso 5 à 8Kg. O peito não é muito largo, para facilitar sua entrada no esconderijo da raposa. O corpo é mais comprido que alto. Corta-se o rabo deixando-se uns 10cm no cão adulto. As orelhas são dobradas em forma de V. O focinho é comprido e pontiagudo.

- HISTÓRIA -
O reverendo Jack Russell amante dos esportes caninos quis um terrier especial, com tamanho adaptado à sua presa, a raposa, porém não muito pequeno que não pudesse acompanhar os outros cães. Um terrier menor de patas curtas, parecia ser fundamental para os requisitos do reverendo. O resultado desconhecido de suas cruzas foi o Jack Russell Terrier. Os ingredientes exatos deste caçador não são conhecidos, porém apontam para o Bull Terrier e Beagle em conjunto com outros terriers. O tipo atual é muito mais refinado que o antigo. Eles eram muito mais toscos e robustos, mais parecidos ao Bull Terrier.

- CARÁTER -
São cães afetuosos porem de muita personalidade e que necessitam de muito exercício. São populares em granjas e parecem ter uma longevidade inferior a da maioria dos terriers.

Bulldog Francês

Bulldog Francês

- TIPO FÍSICO -
A forte ossatura, as grandes orelhas e o corpo musculoso contribuem para chamar a atenção para o Bulldog Francês. A pelagem curta lhe dá um aspecto limpo e mostra sua conformação sólida. O Bulldog Francês guarda certa relação com os antigos bulldogs do século XIX, apesar de ser menos pesado tem as patas mais encurvadas e rugas. A cabeça é grande e quadrada. O focinho é curto e largo. Possui um pequeno rabo. Existem duas variedades de peso: com menos de 10 kg e entre 10 e 13 kg.

- HISTÓRIA -
Ao longo do século XIX o Bulldog era popular nos ringues de luta em todo o mundo inclusive na França. Foi lá que surgiu a nova raça de Bulldog, mas que a principio não convenceu os ingleses. Os primeiros exemplares franceses chegaram a Inglaterra em 1893, porém não deu continuidade a raça. Quando se fundou o clube da raça na Inglaterra em 1902, havia poucos exemplares. No entanto logo se valorizou a raça que hoje é muito difundida e popular.

- CARÁTER -
O Bulldog Francês é famoso por seu valor. Ele se torna irresistível por sua energia e aspecto encantador. É obediente e gosta de agradar seu dono. É esbelto, musculoso, ativo e atraente.

Bloodhound






- TIPO FÍSICO -
O Bloodhound é o maior e mais potente dos “hounds” podendo pesar até 50Kg e medir uns 69cm. Sua cabeça é impressionante. Rugas e papadas adornam sua cabeça nobre que mostra muita personalidade. A pelagem espessa, curta e forte pode ser preta e fogo, vermelho e fogo ou amarelo. Os olhos não devem ser proeminentes. Suas patas são grandes e firmes. Possui enormes e longas orelhas.

- HISTÓRIA -
Esse cão é descendente dos “hounds” dos monges do monastério de St. Hubert desde 1200. Estes cães eram de cor preto e fogo ou brancos. Eram usados exclusivamente para a caça e eles foram a base do Bloodhound atual. No século XIX foram usados para caçar veados mas caçava também lobos e felinos. Seu faro é tão especial que muitas vezes foi empregado para seguir o rastro de criminosos e ladrões de gado. As evidências encontradas por um Bloodhound era inquestionável até para um juiz.

- CARÁTER -
Este cão simpaticíssimo reúne força e persistência. Seu bom caráter é tão solene quanto as notas de um órgão na catedral. Com sua personalidade as vezes arrogante este cão maravilhoso não é recomendado para pessoas bruscas.


Bichon Frisé

Bichon Frise Breeding Guide






- TIPO FÍSICO -
É cão que chama a atenção devido sua pelagem branca solta e ondulada e seu rabo erguido como uma pluma sobre a sua garupa. Sua altura varia entre 23 e 31 cm. Algumas sociedades caninas admitem manchas creme sobre a pelagem branca em cães jovens (até 19 meses).

- HISTÓRIA -
O Bichon há séculos era muito popular na Espanha, porém como chegou lá não se sabe. Acredita-se que foi levado das Canárias pelos navegantes espanhóis. Outra teoria acredita que os fenícios trouxeram o Bichon para Tenerife, e daí teria sido introduzido na Península. Ele desapareceu por um tempo e foi novamente descoberto pelos navegantes do século XIV. Foram os favoritos dos reis. Atualmente as pistas de exposições contam com belos exemplares.

- CARÁTER -
Trata-se de um cão muito alegre, esperto e despreocupado. Possuem um encanto irresistível.

Basenji


Basenji





- TIPO FÍSICO -
Sempre alerta, o Basenji é um cão de conformação ligeira, com a graça de uma gazela. A orelhas são pontiagudas e eretas implantadas no alto da cabeça. Finas e profundas rugas faciais surgem quando põe as orelhas em alerta. O corpo é equilibrado e o rabo de inserção alta segue enrolado sobre a garupa. A pelagem é curta e lisa. Sua altura varia entre 40 e 43 cm e seu peso entre 9 e 11 kg. As cores podem ser, vermelhos, preto e fogo e preto, todos eles com manchas brancas. No Zaire, seu país de origem, também existe Basenjis tigrados.

- HISTÓRIA -
A idéia de que o Basenji descende dos Spitz pode ser justificada considerando as semelhanças físicas entre eles, tais como, o rabo enrolado e as orelhas eretas. No entanto é mais provável que o Basenji descenda de cães párias da África Central até tornar-se um caçador muito eficaz por seus instintos naturais. O Basenji descoberto pelos exploradores ocidentais em fins do século XIX foram chamados “Terriers do Congo”, “Cães dos bosques africanos” e “Cães dos bosques de Lagos”. Os exploradores faziam referência a impossibilidade desses cães latirem. Os Basenjis emitem um som suave e baixo, como um grunhido, peculiaridade exclusiva dessa raça, apesar de outros cães africanos emitirem um som semelhante. No Congo eram usados para caçar guiando sua presa até as redes. Acredita-se que foram usados também para caçar ratos, daí talvez seu nome “Terrier do Congo”.

- CARÁTER -
É um bom candidato para cão de companhia. Sua pelagem curta necessita de poucos cuidados. Ele costuma limpar-se como fazem os gatos. São cães com estilo, inteligentes e de aspecto chamativo. Tendem a ser brigões com outros cães, mas são absolutamente confiáveis e afetuosos com as pessoas.

Pomerânia (Lulu da Pomerânia)




- TIPO FÍSICO -
Compacto e pequeno o Pomerania possui um corpo bem feito e ligeiro. A cabeça e o focinho lembram a raposa. As orelhas são pequenas e não muito separadas. O dorso é curto com bom tórax. A pelagem é abundante com pêlos compridos e lisos de textura forte e sub-pêlo suave. Existem várias cores: preto, marrom, chocolate, castanho, laranja, creme, areia-laranja, azul, branco e particolor. Sua altura é no máximo 28 cm. Seu peso varia entre 3,5 e 6,5 kg.

- HISTÓRIA -
Cães similares foram usados como pastores no mundo todo não só na Alemanha. Esses antepassados obviamente eram maiores, do tamanho do Keeshond. Quando chegou na Inglaterra, não foi bem recebido, foi considerado como estrangeiro com pelagem feia. Os primeiros criadores fizeram um grande esforço para melhorar o pêlo. Descende dos Spitz alemães e é menor que eles. Durante algum tempo o branco foi a cor favorita mas finalmente predominam as cores laranja e areia.

- CARÁTER -
O Pomerania é um excelente cão de companhia e exibição. Dócil e afetuoso se faz gostar. Mesmo aqueles não tão aficionados sucumbem diante de sua vivacidade.

Malamute do Alasca

Alaskan Malamute





- TIPO FÍSICO -
O Malamute do Alasca tem um aspecto forte e compacto. Sua pelagem é preparada para as temperaturas mais frias. O tipo de pelagem do pescoço, levada ao dorso quando está relaxado, lhe dá um aspecto inegavelmente nórdico. Altura: 59 a 64cm. Peso: 34 a 39cm. A cor deve ser negra e cinza com manchas brancas. À primeira vista, a raça tem aparência de lobo, mas ao notar sua expressão, vemos um cão carinhoso e agradável.

- HISTÓRIA -
Originário do Alasca e da região ártica, o Malamute se remonta à tribo dos Mahlemut que habitaram o Alasca muitos anos atrás, acompanhados de seus cães. Esses Malamutes primitivos eram ótimos trabalhadores e companheiros.

- CARÁTER -
O Malamute do Alasca combina a resistência de um cão de trabalho e o temperamento dócil requerido para um cão de companhia e família.


Terranova


Terra Nova

- TIPO FÍSICO -
Grande e majestoso, o Terranova é um exemplo de beleza, com sua grande cabeça e tórax e corpo musculoso. Possui uma ossatura pesada, apesar de não aparentar. As patas são formadas de ossos espalmados e bem formados. Sua pelagem é medianamente longa, muito espessa e impermeável. Possui pêlos longos nas patas. O subpêlo é abundante. Altura: 66 a 76 cm. Peso: 50 a 68 kg. Cores: Preto, marrom e particolor branco e preto.

- HISTÓRIA -
O Terranova foi baseado no cão dos pescadores, o grande cão de Saint John, e era criado pelos pescadores e marinheiros da ilha de Terranova. Provavelmente seus antepassados grandes e negros conviviam com os índios Beothuk da ilha e já se encontravam lá antes da chegada dos homens brancos. Hoje em dia, a raça conserva sua afinidade com a água e é um cão de salvamento nato.

- CARÁTER -
Esse exemplar do mundo canino é muito querido, com um caráter sem igual. Majestoso e seletivo, sabe proteger-se perfeitamente de possíveis inimigos. O Terranova não faz discriminação na hora de salvar alguém na água, pois salva até mesmo um cão que não seja de sua simpatia.

Schnauzer (Mini)



- TIPO FÍSICO -
É um cão quase quadrado, forte e robusto. A conformação do Schnauzer Mini é de suma importância. Dorso reto e forte, membros com boa musculatura e uma cabeça com boa longitude. Sua cor pode ser: sal e pimenta, preto, prata e preto. Sua pelagem é dura e áspera e abundante na cabeça e nos membros. Altura varia entre 30 e 35 cm e o peso entre 6 e 7 kg. As orelhas podem ser cartadas ou não, porém o rabo deve ser sempre cortado.

- HISTÓRIA -
O Schnauzer Mini descende de cruzamentos seletivos entre o Schnauzer Gigante com Pinschers e atualmente é uma raça distinta com caráter e conformação próprias. É um autêntico caçador de ratos e suas habilidades neste campo já foram muito apreciadas.

- CARÁTER -
É um cão muito elegante. Não é tímido mas também não é agressivo. É o cão de companhia mais popular do mundo.


Sheepdog

Old English Sheepdog


- TIPO FÍSICO -
Seu físico forte e musculoso fica escondido em baixo de sua pelagem abundante. É um cão muito resistente e sua cabeça bem proporcionada. Sua pelagem é de textura dura, nunca lisa. Os quartor traseiros são muito peludos. Altura aproximada de 56 cm e peso aproximado de 30 kg. Seu rabo é cortado ou inexistente.

- HISTÓRIA -
Provavelmente descende dos grandes pastores. Sabe-se de sua existência desde meados do século XVIII. A crença popular de sua descendência do Pastor Himalaio não parece ser fundamentada em vista de sua conformação e tipo sempre consistente. Seu rabo cortado vem de seu trabalho como pastor, pois estava entre os cães isentos de pagar impostos, e o rabo cortado era o sinal desse privelégio. Como pastor é muito ativo e eficaz.

- CARÁTER -
Leal e protetor, é muito inteligente e fácil de adestrar. Sua expressão fica camuflada em baixo de sua franja o que lhe dá um aspecto divertido, porém vigilante. É um grande cão de companhia e guardião.


Fox Paulistinha

A origem do nosso Terrier Brasileiro, mais popularmente conhecido como Fox Paulistinha tem várias versões. No padrão atual, reconhecido internacionalmente desde 1995, o Terrier Brasileiro tem sua origem atribuída ao cruzamento de cães Jack Russell Terrier , trazidos para o Brasil da Europa no século 19, com cães que viviam em nossas fazendas.
Outra versão, mais recente, sustenta que os ancestrais do Terrier Brasileiro teriam sido cães da raça Fox Terrier, que vieram junto com os portugueses e holandeses durante o período inicial de colonização. Para confirmar esta tese, seus defensores chamam a atenção para o aspecto físico bastante semelhante entre o Terrier Brasileiro e o antigo Fox Terrier.
Independente desta polêmica, a história do nosso Terrier tropical foi marcada pela luta de criadores pelo reconhecimento internacional da raça, que só aconteceu em 1995.
Antes deste marco, a raça foi sendo desenvolvida por cruzamentos selecionados e em 1964 foi elaborado o primeiro padrão da raça. No entanto, apenas 9 anos depois, em 1973 a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) suspendeu a emissão de pedigrees por causa da falta de número suficiente para manter a raça.
Em 1981 foi fundado o Clube do Fox Paulistinha, que reunia criadores da raça preocupados com o futuro de suas criações. A atuação do clube foi tão eficiente que em 1985 a CBKC voltou a conceder os registros, mas alegou que as competições de beleza e conformação só teriam validade em circuito estadual e não nacional como os criadores queriam, o que aconteceu apenas em 1992.
A partir daí, a criação nacional estruturou-se e começou o longo processo de conquista do reconhecimento internacional da raça, que veio apenas em 1995, quando finalmente a FCI reconheceu provisoriamente – 10 anos - o Terrier Brasileiro como raça independente. O próximo passo será dado em 2005, quando terão será feita uma nova avaliação e, aí sim, será emitido o registro definitivo ao nosso Terrier.
Após 1995, com o reconhecimento internacional, os Terriers Brasileiros começaram a conquistar o mundo, sendo que hoje já existem exemplares em diversas partes do mundo, como Estados Unidos, França, Finlândia, Portugal, Áustria e Espanha. E como prova da sua popularidade crescente, o Terrier Brasileiro ganhou, em 1998, um selo comemorativo.
Mas nem mesmo essa crescente popularidade garantiu ao Terrier um tratamento digno pela Coca-Cola... A primeira nota saiu no Estado de S Paulo, em fevereiro... "Manifestação canina - O clube do Fox Paulistinha entrou com um processo no Conar contra a Spal (distribuidora da Coca-Cola) que será julgado. Tudo por causa dos outdoors espalhados pela cidade onde aparece um fox paulistinha sobre o título "ele vira lata", que marca o lançamento da nova lata da Sprite. O clube promete manifestação bastante ruidosa e indignada em frente ao Conar, na Rua Bahia, pelo mau uso da imagem de uma raça puramente brasileira." E em março... adivinhem: "Quatro patas - A criadora da raça Fox Paulistinha, Marina Vicari Lerario, do Canil Taboão, criadora da cadelinha que apareceu num comercial da Sprite definida como vira-lata, foi ao Conar, reclamou, defendeu seu ponto de vista e saiu de lá com uma vitória sobre a poderosa multinacional Coca-Cola, fabricante do refrigerante.
Os conselheiros resolveram por 4 x 2 que ela tinha razão: a peça publicitária era ofensiva à raça. O comercial já saiu do ar. Marina não pretende indenização nenhuma financeira. Só moral. Acha que todo o trabalho dos criadores em manter viva uma raça nacional foi arranhado. A Coca-Cola, parece, está a fim de conversar sobre o assunto. De qualquer maneira, Marina já recebeu um bilhetinho da AmBev, muito receptivo."

Personalidade
O Terrier Brasileiro é, acima de tudo, um cão bastante alegre e com energia de sobra. Como todo Terrier que se preze, muitas vezes simplesmente ignora seu tamanho e age como se fosse um ‘cachorrão’. Versátil, pode atuar nas mais variadas funções, desde um bom cão de companhia até como excelente cão de alarme, uma das qualidades que claramente devidas a seus tempos de caçador nas fazendas paulistas e de seus ancestrais.
Inteligente e bastante atento, aprende com bastante facilidade, o que lhe rendeu emprego em muitos espetáculos circenses. Mas, nunca é demais lembrar que da mesma maneira que aprendem coisas boas, aprenderão também o que ‘não devem’ fazer.
Apesar do tamanho ‘econômico’ não são, absolutamente, cães de ‘sofá’. Antes de mais nada, eles demandam exercícios regulares para poderem gastar toda a energia que vem com eles ‘de fábrica’.
Talvez em função destas características todas é que tenha virado símbolo do Prêmio Fox Paulistinha, criado pelo publicitário Roberto Duailibi da DPZ para homenagear aqueles que se destacam por um trabalho excepcional. Segundo a empresa "O Fox Paulistinha está sempre alerta, não curva o espírito, e é o único cachorro que luta até morrer, mesmo contra adversários maiores e mais fortes. É leal aos companheiros, ativo, alegre. Por isso transformou-se no prêmio interno da DPZ."

O Filhote
O filhote deve ter uma educação bem precoce para aproveitar a energia e sua inteligência para o ‘bem’. Caso seu dono seja muito permissivo, pode estar criando problemas desnecessários para si próprio, dificultando o entendimento, pelo cachorro, de ‘quem é que manda aqui’.
Para conseguir bons resultados na educação do filhote é essencial que o proprietário tenha muita paciência, firmeza, disciplina e determinação.
O Terrier Brasileiro é um cão que requer poucos cuidados. Sua pelagem curta dispensa os banhos semanais.
As caudas dos filhotes devem ser cortadas já no terceiro dia de vida, na articulação da segunda com a terceira vértebra.

Problemas comuns à raça
Por ser um cão robusto e bastante resistente, o Terrier Brasileiro não apresenta propensão especial a desenvolver doenças.
A principal preocupação do proprietário deve ser a de mantê-lo longe dos parasitas e pulgas evitando assim os problemas de pele.

Dogue Alemão

Dogue Alemão


- TIPO FÍSICO -
Suavemente musculoso e bem construído o Dogue Alemão combina um aspecto elegante com facilidade de movimento. A cabeça é comprida e estreita, refinada e esculpida. As orelhas são de tamanhos medianos e erguidos. Boa ossatura e grande solidez são características dessa raça. Sua altura varia entre 71 e 80 cm e seu peso de 45 Kg para mais. As cores podem ser: preto, azul, tigrado, arlequim. A pelagem é curta, espessa, suave e brilhante.

- HISTÓRIA -
Os alemães foram os responsáveis pelo desenvolvimento dessa raça com base num tipo antigo de moloso. Seu nome antigo Cão Alemão de Javali nos lembra sua antiga habilidade para caçar javalis. Acredita-se que cruzamentos com Greyhound devem ter acrescentado a agilidade e o corpo esbelto da raça.

- CARÁTER -
Ser ou não ser um proprietário de um Dogue Alemão depende do tamanho de sua casa ou jardim. Eles necessitam tomar parte da vida familiar, sendo as refeições seus momentos favoritos. Muitos acham que o Dogue Alemão é muito bonachão para ser guarda, porem com seu tamanho e força pode servir perfeitamente para isso, desde que treinado.


Dogo Argentino





- TIPO FÍSICO -
O Dogo Argentino é uma mistura concentrada de particularidades de várias raças. Aspecto musculoso e simétrico, cabeça maciça, mandíbulas fortes.
É um caçador indomável. Sua altura varia entre 60 e 65cm e seu peso entre 37 e 43Kg. Seu pelo é curto, liso, denso e brilhante.

- HISTÓRIA -
Nos anos 20 o Dogo foi criado para caçar em grupo , presas temíveis como o javali o jaguar e o puma. O terreno exigia um cão com condições físicas extraordinárias. O Dogo consegue correr longas distancias mantendo uma considerável velocidade e ainda lhe sobram forças para capturar sua presa. O Dogo é o resultado de cruzamentos entre o antigo cão de luta de Córdoba (uma mistura de mastin espanhol, bull terrier, antigo bulldog e os primeiros boxers) e cães autóctones. Para se conseguir altura se acrescentou o Dogue Alemão arlequim, para volume, resistência ao clima e a cor branca se introduziu o Grande Pirineus, para o faro o pointer inglês, para a rapidez o Irish wolfhound, finalmente para a força o Dogue de Bordeaux.

- CARÁTER -
O Dogo Argentino é intrépido e incansável. Requer exercícios e disciplina. Guardião por excelência o Dogo está cada vez mais ganhando respeito e popularidade internacionalmente.

Doberman

Doberman






- TIPO FÍSICO -
Trata-se de um cão elegante, esculpido como uma estátua de mármore, mostrando força, valor, resistência e nobreza. É um cão mediano cuja altura varia entre 59 e 71cm e seu peso entre 30 e 40Kg. Sua constituição é compacta e forte sem ter uma ossatura e musculatura exagerada. Sua cabeça é alongada com um desnível gradual desde o crânio até o focinho. As mandíbulas são sólidas e potentes. A pelagem é lisa, curta, espessa e bem grudada ao corpo. As orelhas podem ser cortadas.

- HISTÓRIA -
Originário da Alemanha onde foi criado por Louis Dobermann , fiscal da fazenda. O Sr. Dobermann precisava de um cão que o protegesse dos contribuintes pouco dispostos a pagar e que tinham cães agressivos. A Alemanha é conhecida por seus cães obedientes e excelentes no ataque e defesa. Ele usou todos os cães que pode além dos seus próprios para atingir seu objetivo. Em um período de tempo relativamente curto ele conseguiu seu tipo ideal de cão. Atualmente o Doberman continua sendo um cão de extraordinária qualidade e habilidade, sendo usado para guarda e para obediência.

- CARÁTER -
Apesar de nos últimos anos a raça ter perdido popularidade devido a criações descuidadas, causando má fama de caráter, em mãos de criadores conscientes o Doberman é um companheiro trabalhador e um cão de exposição sem igual.

Afghan Hound

Afghan Hound





- TIPO FÍSICO -
O porte orgulhoso da cabeça, o olhar fixo no horizonte e seu porte aristocrático lhe dá um ar exótico e digno. Sua pelagem longa, sedosa e de textura fina é abundante por todo seu corpo, adornando sua silhueta elegante. A cabeça é larga e fina e as patas são grandes e adornadas com abundantes pelos. O rabo ligeiramente coberto por pelos longos formam um anel em sua extremidade. Sua altura varia entre 61 e 71 cm e seu peso entre 23 e 28 Kg. Existem em todas as cores sólidas, bicolores e tricolores.

- HISTÓRIA -
Nada se sabe de onde vieram, mas aqui chegaram e ficaram. Os shiks afgãos dizem que ele foi a raça elegida por Noé para ser levado na arca. Mesmo não se sabendo a origem desta raça, sem dúvida os pedigrees desses cães são anteriores a J.C. Imagens de antepassados do Afghan foram encontradas gravadas em descobertas arqueológicas. Eram usados como guardiãs de ovelhas e gado e para caçar. Atualmente é usado como cão de companhia e exposição. Como exemplo de seu valor e habilidade, é sabido que ele chegou a atacar e matar leopardos e panteras.

- CARÁTER -
O Afghan Hound é amável e carinhoso e possui uma sabedoria que parece ter adquirido de seus antepassados no deserto. Pode ser reservado, mas é muito alegre e extrovertido com os seus. Ele necessita de espaço e exercício é imprescindível.

Dálmata








Nome original: Dalmatinac
País de origem: Croácia

Dálmata é uma raça de cão muito apreciada por sua típica pelagem manchada. É marca registrada desta raça e faz dos dálmatas cães especiais no gosto dos amantes de cachorros. É considerado nos dias atuais como um cão de companhia, e de caça, que se destaca por sua inteligência, por sua fidelidade ao dono e por sua simpática vivacidade.
O fato de ter maior ou menor número de manchas não tem qualquer relevância, desde que não estejam juntas. As orelhas são predominantemente pretas e o focinho branco. A cauda apresenta com frequência um movimento em arco e, embora mais raramente, algumas manchas pequenas. O seu aspecto nobre e esbelto torna o Dálmata um cão muito elegante.
A pelagem desta espécie é curta, dura, densa, fina, lisa e brilhante, mas os elementos mais importantes são dados pela cor (sempre branca) e pelas manchas (que podem ser de cor castanha ou pretas).


Os Dálmatas são cães bastante inteligentes que nos conseguem transmitir os seus desejos com expressões corporais e latidos. Normalmente dão-se bem com outros animais, havendo sempre algumas excepções.
Por norma é um cão amistoso e calmo mas atenção que por de traz das pintas e de um aspecto amigável por vezes podem ser cães que não dão muita confiança a estranhos sendo por isso também um bom guarda.

- HISTÓRIA -
A sua origem é bastante remota é uma raça bastante antiga e esse é um dos fatores que a tornam um pouco confundível atribuindo-lhe vários países de origem mas parece ser a Dalmácia (atual Croácia) a sua origem mais certa. O dálmata era e é um cão bastante vistoso atribuindo-lhe um estatuto de cão preferido pela nobreza e era utilizado para acompanhar as carruagens para as proteger de supostos ataques. É um cão que se dá bastante bem com cavalos, já que estes fazem também um pouco parte dos seus primeiros desenvolvimentos como raça.

- CUIDADOS -
Dálmata fêmea com pintas castanhas.
É um cão resistente e que se adapta bem a qualquer temperatura mas por vezes são submissos a problemas de pele e pelo, tendo de andar bem vigiados nesse sentido. Uma escovação por semana é o necessária já que o seu pêlo é forte e curto. Outro problema é a surdez, esta raça é bastante afetada por esta característica. É um cão que necessita fazer bastantes exercícios físicos diários para poder gastar toda a sua energia. Uma raça muito propícia também a problemas cardíacos.

Dogue de Bordeaux







Um guardião invejável e um adorável companheiro

O Dogue de Bordeaux é um cão de guarda, de grande porte, musculoso e imponente. Atento, corajoso, rápido no agir, não necessita ser adestrado para essa finalidade.

Além de ser um excelente guardião de casas, é amoroso e apegado à família necessitando ficar em contato permanente com os seus donos e familiares.

O seu aspecto realmente impressiona. Tem uma das mais volumosas cabeças da espécie canina. Além do corpo forte, pesado, possui a pele solta proporcionando rugas abundantes.

Nas situações de perigo ele não late. Simplesmente age. Não demonstra qualquer reação diante de estranhos. Não rosna e nem faz festa. Em caso de ameaça, avança direto, sem avisar. A fama de agressivo, vinda do seu passado de lutador, pode surpreender quem o vê calmo e equilibrado.

Seu pêlo fino, curto e suave pode ter cores como mogno, dourado, castanho, amarelado e preto manchado em tons fortes como vermelho. A mancha preta ou vermelha é desejável. A sua altura varia de 58,5 a 66 cm e pesa de 45 a 50 Kg.

É um cão tranqüilo e dócil que gosta de estar com as crianças. Porém, sabe se impor. De personalidade forte, não se submete facilmente e não fica pedindo atenção e carinho, apesar de adorar seus proprietários. Caso se sinta desafiado, ataca os outros cães.

- ORIGEM E HISTÓRIA -
Originário de Bordeaux, região ao sudoeste da França, não há registros seguros sobre seus antepassados mais próximos. Alguns acreditam ser proveniente dos cruzamentos entre Mastifes e Buldogues Ingleses. Outros sustentam que descende do Dogue de Burgos ou do Mastim do Tibet. Acredita-se que seus ancestrais mais antigos sejam cães molossos vindos da Índia e China há três mil anos, introduzidos gradativamente na Europa.

Foi apresentado pela primeira vez em uma exposição canina em 1863, em Paris, e seu padrão foi proposto no livro "Le Dogue de Bordeaux", lançado em 1893 pelo francês Pierre Megnin. Hoje a raça encontra-se principalmente na Europa e América do Norte e é reconhecida exclusivamente pela FCI - Federação Cinológica Internacional.

Ao redor de 1860 tornou-se uma atração em brigas com cães ou outros animais, como lobos, que ocorriam praticamente em todos os bairros de Paris. Esses combates cruéis só costumavam terminar quando um dos participantes morresse, em geral o adversário do Dogue de Bordeaux. Lutava também contra ursos com focinheiras, e, na maioria das vezes, conseguia imobilizá-los por uma das orelhas.

Com a proibição das lutas, a criação do Dogue de Bordeaux declinou e quase desapareceu, reiniciando nas últimas décadas uma lenta, mas constante expansão.

Shar-Pei

three Shar Pei baby dogs Royalty Free Stock Photo






Outros nomes: Cão chinês de combate, Cão de briga chinês.
País de origem: China

O Shar Pei, também conhecido como Cão chinês de combate, foi desenvolvido na China, com origem incerta. Alguns acreditam ser descendente do Chow Chow.
A origem do Shar-Pei é incerta. Pode ser um descendente do Chow Chow, a quem se assemelha pela língua azul. É possível que tenha surgido inicialmente no Tibete ou no Norte da China há 20 séculos, sendo que os primeiros exemplares da raça eram bem maiores do que os atuais. Existem obras de arte antiqüíssimas (Dinastia Han, 206 a.c) que retratam o Shar-Pei. No passado esse excelente caçador de javalis e guardador de rebanhos, era também utilizado para combates, esporte extremamente popular na China. Sua pele solta dificultava o abocanhar dos adversários de combate. O tipo físico original do Shar-Pei foi se perdendo na própria China, a partir do final da década de 40. Foi o preço pago pelo mundo canino em conseqüência da Revolução Comunista no país em 1949. Nessa época, a raça quase foi extinta, porque a posse de cães foi proibido. Abriu-se uma exceção para os cães de camponeses que comprovadamente os usavam para caça, os demais só poderiam ter o direito de existir se seus proprietários arcassem com multas altíssimas. Caso contrário, a sentença era a execução, cumprida pelos soldados de Mão Tse Tung. Os cães não trabalhadores do país viraram alimento para o povo esfomeado. Os poucos Shar-Peis sobreviventes tiveram que enfrentar o problema da desnutrição. Alimentando-se apenas com sobras das mesas dos camponeses, começaram a diminuir gradativamente de tamanho. A desnutrição impede que o tamanho ideal determinado pelo potencial genético seja atingido. Assim, filhotes de pais desnutridos tendem a nascer menores e mais fracos, por isso, o tamanho das novas gerações continuou menor.

- APARÊNCIA -
Sua principal característica é a pele macia e pendente em largas rugas. Quando filhote, as rugas são mais acentuadas, e vão diminuindo quando o cão vai atingindo a fase adulta, como se o cão estivesse "crescendo por dentro da pele". Na fase adulta as rugas devem estar localizadas sobre o crânio e a cernelha
É um animal compacto, ágil e forte, com altura entre 44 e 51 cm. Todas as cores sólidas são aceitas, exceto o branco. A cauda e a parte posterior das coxas são, freqüentemente, de uma cor mais clara. Um sombreado mais escuro sobre o dorso e nas orelhas é admissível.
As orelhas são pequenas e coladas à cabeça, podem ter tonalidade diferente do resto do corpo, principalmente nos exemplares fulvos e creme. A Cauda é grossa e redonda na raiz, afilando-se gradualmente na ponta.É inserida bem alta, uma característica distinta da raça. Pode ser portada alta e em curva; portada em anel fechado ou enroscada sobre o dorso ou caindo para um dos lados.Alguns Sharpeis devem fazer cirurgia nos olhos pois sua pele pode cair sobre eles.

- TEMPERAMENTO -
É um cão tranquilo, bom, leal e muito apegado à família e às crianças, com quem tem grande paciência. Seu temperamento deve ser equilibrado.Este também pode ser agressivo quando está com outros cães. Trata-se de um animal territorial e muito dominante. É um cão que obedece a um só dono, portanto não aceita ordens de toda a gente. É um cão "snob" com estranhos, não aceitando que lhe passem a mão pela cabeça (sinal de dominância), contudo se não lhe fizerem nenhum mal ele passará pelas pessoas de igual forma, sem problema algum. Tem vontades muito próprias, e é muito teimoso, o que é aborrecido para o treinar, tem que se ter muita paciência e ser acertivo.

- UTILIZAÇÃO -
Nos tempos antigos o Shar-Pei foi utilizado como cão pastor e cão de caça. Tempos depois, já no século XX, nas décadas de 30 a 60 passou a ser criado para participar das tradicionais lutas de cães, passatempo predileto dos piratas e marinheiros chineses. Atualmente, serve para companhia.

Pequinês

Épagneul Pequinês





Nome original: Pekingese
País de origem: China

O pequinês é uma antiga raça de cão miniatura, originária da China. É um cão pequeno, bem equilibrado e valente. O seu aspecto é leonino, é independente e capaz de defender-se. O peso do pequinês varia entre os 2 e 8 kg.
Eles eram os animais de estimação favoritos da corte imperial. Estes animais também eram chamados de cães Fu (ou Fu Lin) pelos chineses, que os reverenciaram representando-os em várias obras de arte. Eram considerados espíritos guardiães, visto que se assemelham ao mítico leão chinês.

- APARÊNCIA -
A raça pequinesa tem mais de 2000 anos de existência e mudou pouco em todo esse tempo, sendo muito provavelmente a resultante do cruzamento de cães do tipo maltês e terriers tibetanos (que originaram o Lhasa Apso) com os pequineses já existentes nesta época. Atualmente, os criadores modernos e juízes de competições caninas parecem preferir o tipo de pêlos longos ao tipo mais tradicional, de pêlo estilo spaniel. Um poema escrito pela imperatriz Tzu Hsi descreve aqueles que seriam os aspectos essenciais da raça e nos ajudam a entender como os chineses de antanho viam este cão.
Os padrões da raça admitem praticamente todo tipo de combinação de cores. A mais comum é o sable vermelho; esta é a cor da maioria dos pequineses do Westminster Kennel Club Dog Show. Preto e bronze são populares também, mas os dourados parecem ser os preferidos para cães de exposição. O pequinês totalmente branco (exceto a face) ou totalmente preto é deveras impressionante. É fundamental que a face (nariz, lábios e contorno dos olhos) seja negra e os olhos, marrons. Supostamente, há uma variante de pêlo azul (acinzentado) na linhagem pequinesa britânica.
Os olhos do pequinês são grandes, cristalinos, de cor escura e brilhante, levemente proeminentes e redondos. As orelhas, em forma de coração, são providas com longas franjas. O pescoço é um pouco curto e grosso. O tronco é curto, mas com tórax amplo. A cauda é de inserção alta, posição rígida, levemente curva sobre o dorso, com franjas abundantes. Sua pelagem é longa e reta, com crina abundante que se estende atrás dos ombros, formando uma espécie de coleira ao redor do pescoço.
O pêlo de cobertura é basto, com franjas abundantes nas orelhas, nos membros, nas coxas, na cauda e nos pés. Todas as cores e manchas são admitidas, e apreciadas igualmente, com exceção do albino e da cor de fígado. Os exemplares multicoloridos apresentam manchas bem definidas.
O modo de andar bamboleante do pequinês não tem similar no mundo canino. Visto que os chineses os criavam originalmente para fazer companhia ao imperador, suas damas da corte e eunucos, as pernas são arqueadas para desencorajar perambulações. Todavia, eles o podem fazer e o farão, mesmo com cães maiores, quando permitido. É impressionante como as pernas arqueadas lhes permitem caminhar, correr ou trotar.
Pelo padrão inglês, os pequineses devem pesar até 5 Kg (machos) e 5,5 kg (fêmeas), e medir de 15 a 23 cm de altura nas espáduas. Em competições, o padrão americano recomenda que animais acima de 7 kg sejam desclassificados.

- Temperamento -
Pequinês filhote
Cães pequineses podem ser teimosos. São do tipo que sempre atendem quando o dono chama. Não são agressivos com outros cães e se acostumam muito rápido com outros cães que não sejam filhotes, companheira(o)s e irmã(o)s. É fácil acreditar que os pequineses sabem que pertencem à realeza e esperam que você também perceba isso. O pequinês é um cão amigo que você pode adestrar facilmente. Geralmente é cão de um único dono. Ele decide de quem gosta mais e pode lhe surpreender. Eles aceitam facilmente outras pessoas na sua vida. Ele adora criança e é um ótimo cão de companhia. Pode ter ciúmes de seu dono e se tornar um cão agressivo quando contrariado, mas depois se acalma. É um cão amigo, contente, e quando recebe carinho e é bem tratado pode até dar a vida pelo seu dono. Introduzido no (Brasil) na década de 1960, em fins da década de 1970 a grande procura estimulou a ganância comercial; no início dos anos 1990 o pequinês legítimo era raro no Brasil.

- SAÚDE -
Os principais problemas dos pequineses envolvem os olhos grandes e sensíveis e o sistema respiratório, por conta de seu crânio pequeno e cara chata, e alergias de pele. Um problema bastante comum são ulcerações nos olhos que podem se desenvolver espontaneamente. Pequineses nunca deveriam ser mantidos fora de casa, pois tem dificuldade em regular a temperatura corporal quando o tempo está demasiadamente quente ou frio. Seus dorsos longos demais se comparados às pernas, os fazem vulneráveis a lesões nas costas. Deve-se tomar cuidado ao erguê-los, para proporcionar suporte adequado para as costas: coloca-se uma mão sob o peito e outra sob o abdômen. Por causa das pernas curtas, alguns pequineses têm problemas com escadas; cães idosos podem não ser mais capazes de subir ou descer escadas sozinhos.

- CUIDADOS -
Manter a pelagem do pequinês saudável e apresentável exige que ela seja escovada pelo menos uma vez ao dia (embora criadores admitam que isso possa ser feito apenas três vezes por semana, a escovação diária lhe permitirá levar seu cão ao tosador apenas de 3 em 3 meses). Todavia, se o animal se sujar e a sujeira secar no pêlo, será necessário levá-lo ao tosador, posto que é difícil para um leigo fazer a limpeza sem machucar o cão.

- HISTÓRIA -
Análises de DNA recentes indicam que os pequineses são uma das mais antigas raças de cães do mundo. Pelo menos desde a Dinastia Ming (1368-1644), sua posse estava restrita aos membros da corte imperial chinesa, sendo que o cruzamento e a criação ficavam a cargo dos eunucos. Estes, por sinal, disputavam arduamente entre si as boas graças dos governantes, tentando produzir os exemplares mais ferozes e de aparência mais leonina.
Companhias constantes do imperador, quando este seguia para o salão de audiências, muitos dos seus pequenos companheiros lideravam a procissão anunciando sua chegada com latidos agudos (uma dica para que os simples mortais virassem o rosto para o outro lado). À noite, eles carregavam lanterninhas penduradas nos pescoços.
Ao longo dos primeiros dois séculos da Dinastia Manchu (1644-1912), o pequinês e o Lhasa Apso eram mais parecidos entre si do que são hoje. Mas foi somente nos últimos 100 ou 150 anos que programas especializados de cruzamento na Cidade Proibida e no Ocidente estabeleceram uma conformidade que permitisse distingüir claramente entre ambas as raças.
Durante a Segunda Guerra do Ópio, em 1860, a Cidade Proibida foi invadida pelas tropas inglesas. O imperador Xianfeng fugiu com toda a sua corte. Todavia, uma tia idosa do imperador ficou para trás e, quando os ‘diabos estrangeiros’ entraram, ela suicidou-se. Junto do corpo, os soldados encontraram cinco pequineses que pranteavam sua morte.
Os animais foram recolhidos pelos ingleses antes que o Velho Palácio de Verão fosse queimado. Lord John Hay levou um casal, posteriormente chamados de ‘Schloff’ e ‘Hytien’ e os deu à sua mãe, a duquesa de Wellington, esposa de Henry Wellesley, 3° duque de Wellington. Sir George Fitzroy levou outro casal, e os deu para seus primos, o duque e a duquesa de Richmond e Gordon; este dois, que receberam o prefixo de Goodwood, são os fundadores da linhagem inglesa. O tenente Dunne presenteou o quinto pequinês para a rainha Vitória do Reino Unido, que o denominou Looty.
A Imperatriz Viúva Tzu Hsi presenteou com pequineses vários americanos, incluindo John Pierpont Morgan e Alice Lee Roosevelt Longworth, filha de Theodore Roosevelt.
Os primeiros pequineses na Irlanda foram introduzidos pelo Dr. Heuston. Ele fundou clínicas de vacinação contra varíola na China e o efeito foi dramático. Em reconhecimento, o ministro chinês Li Hung Chang presenteou-o com um casal de pequineses. Eles foram chamados de Chang e Lady Li. O Dr. Heuston fundou o canil Greystones.
O ápice do pequinês como queridinho dos palácios imperiais chineses ocorreu durante o reinado da Última Imperatriz (Tzu Hsi), que ascendeu ao poder em 1861. Para obter prestígio, ela se fez cercar dos diminutos "cães-leões", insistindo para que sua semelhança com o leão fosse tão próxima quanto possível. Após a morte dela em 1908, os serviçais da corte mataram a maior parte dos animais para que eles não caíssem em mãos indignas. Os poucos que escaparam desapareceram em residências particulares sem deixar vestígios; não fosse a raça estar firmemente estabelecida no Ocidente, teria muito provavelmente sido extinta nesta ocasião.


- LENDAS E CURIOSIDADES -
Existem duas fábulas sobre a origem dos pequineses. A primeira é a mais comum, O Leão e a Sagüi:
Um leão e uma sagüi se apaixonaram. Mas o leão era grande demais para a macaquinha. O leão foi até Buda e lhe contou sua desventura. Buda permitiu que o leão encolhesse até o tamanho da sagüi. E o pequinês foi o resultado dessa história.
A segunda fábula, menos comum, é a dos Leões-Borboleta:
Um leão apaixonou-se por uma borboleta. Mas a borboleta e o leão sabiam que a diferença de tamanho era demasiada para ser vencida. Juntos, foram até Buda, que permitiu que o tamanho de ambos se encontrasse na média. E daí veio o pequinês.
Outra lenda diz que o pequinês é o produto da união de um leão e uma macaca, recebendo sua nobreza e pelagem do primeiro e seu andar desajeitado da segunda.
Na China Imperial, o roubo de um pequinês era punido com a morte, e esperava-se que os visitantes prestassem homenagens aos favoritos dos imperadores, pois os pequineses eram considerados pessoas e muitas vezes recebiam até títulos honoríficos ("Vice-Rei", "Guarda Imperial" etc).
Cães totalmente brancos - em parte pela sua raridade e em parte pelo fato de que branco é a cor de luto na China - eram grandemente apreciados e sujeitos a muita superstição. Quando surgia algum, acreditava-se que era o espírito de um grande homem, e como tal, o animal era mantido no templo e tratado com profundo respeito.
Visto acreditar-se que o pequinês havia sido originado do Buda, ele era um cão de templo. Como tal, não era um mero brinquedo. Ele havia sido feito pequeno assim para que pudesse perseguir e destruir os pequenos demônios que podiam infestar o palácio ou templo, mas seu coração era tão grande que ele poderia destruir mesmo o maior e mais feroz. Um livro foi escrito com esta premissa, embora a autora (Barbara Hambly) negue ter conhecimento das lendas: Bride of the Rat God ("A Noiva do Deus Rato").
Apenas dois cães sobreviveram ao naufrágio do RMS Titanic; um deles era um pequinês!

Fila brasileiro








Outros nomes
Brazilian Mastiff, Cabeçudo boiadeiro, Boca Negra,
País de origem Brasil

O fila brasileiro é uma raça de cão de grande porte desenvolvida no Brasil. São usados frequentemente como cães de guarda e cão boiadeiro. Pertencem à categoria dos Molossóides, ao lado de raças como o boxer, e buldogue, dentre outros. É uma das 10 raças brasileiras conhecidas. As outras são o buldogue campeiro, dogue brasileiro, ovelheiro gaúcho, terrier brasileiro, veadeiro pampeano, rastreador brasileiro, podengo crioulo, galgo da campanha, barbudo e sua versão menor, o barbudinho.

1 Características
2 Histórico
3 Perfil clínico
4 Resumo das características


Primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI, o Fila Brasileiro é um personagem da história do Brasil desde os tempos do descobrimento, quando ajudou os colonizadores na conquista de nosso território. Hoje esta raça retorna ao seu posto de orgulho da criação nacional ao ganhar campeonatos mundiais representando o Brasil.
O fila brasileiro teve seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980, quando era a raça nacional com maior número de registros. Nesta mesma época começaram muitas mestiçagens, com Mastins napolitanos e também com dogues alemães e mastiffs, e assim passaram a ocorrer as primeiras mudanças em seu padrão oficial (1984). A mais marcante mudança foi a decisão dos criadores da época de abrandar o temperamento agressivo que, de certa forma, era exaltado no padrão anterior. Uma escolha que hoje em dia é rejeitada, acredita-se que o fila é um cão necessariamente com ojeriza a estranhos, mas muito dócil com a família e crianças.
Seu porte e o andar quase felino são suas características físicas mais marcantes. O Fila Brasileiro também é conhecido pela fidelidade e devoção extremas ao dono, características comportamentais mais desejadas como um cão de guarda.

- HISTÓRIA -
Muito se fala sobre as raças que deram origem ao fila brasileiro, porém, estudos comprovam que a intervenção do homem no aperfeiçoamento da raça dividiu igual importância com as árduas condições encontradas pelos primeiros filas brasileiros em nossa história. Eles eram obrigados a desempenhar as mais variadas funções junto aos colonizadores, como guarda, caça, proteção contra animais selvagens, pastoreio e companhia... “Fiel como um Fila” é um provérbio que representa bem a melhor característica da raça.
A teoria mais aceita atualmente é a que reconhece que, durante o período de colonização portuguesa, muitos cães foram trazidos dos Açores pelos colonos. Estes cães pertenciam à raça fila de terceira ou fila terceirense. Os primeiros cães foram cruzados com outras raças como o bloodhound, o mastife e o antigo buldogue, também chamado Doggen Engelsen.
A primeira aparição da raça em exposições ocorreu no ano de seu reconhecimento pela FCI (Federação Cinológica Internacional), 1946, em um evento do Kennel Clube Paulista. Nesta ocasião, dois exemplares (chamados Bumbo da Vila Paulista e Rola da Vila Paulista) inauguraram a participação do Fila.
Hoje, o reconhecimento da criação nacional vem através dos títulos obtidos em competições por todo o mundo.

Pastor Belga Malinois

- História -

O Malinois é considerada a mais antiga das quatro variedades que constituem a família dos Cães O Malinois foi o primeiro cão pastor a ser reconhecido e a dispor de um programa de criação mais sistemático, cabendo-lhe a tarefa de proteger e arrebanhar as ovelhas. Em 1891, foi fundado o Clube do Cão Pastor Belga que estabeleceu, em 1899, o primeiro standard da raça. No dealbar do século XX, foram registrados os primeiros cães no livro da Société Royale de Saint-Hubert, e a “Charlot”, nascida em 1891, foi uma das primeiras Malinois a beneficiar com este registro.
Dotados com um forte caráter e notável capacidade de trabalho, estes cães de pêlo macio depressa conquistaram o interesse de muitos criadores belgas que o consideravam o cão pastor preferido da Bélgica.

- Temperamento -

O Malinois é uma companhia afetuosa e leal, que se revela gentil e paciente com as crianças. É um cão instintivamente protetor, sem que seja impulsivamente agressivo, daí que seja aconselhável que o seu dono acompanhe o seu crescimento e o insira na família, por forma a não desenvolver comportamentos inadequados à raça. Na verdade, este cão aprecia a companhia da família e, se for bem acolhido, tornar-se-á num animal de estimação doce.
Este é um cão obediente, dotado com grande capacidade de aprendizagem e inteligência, que precisa, no entanto, de uma educação sistemática e positiva. É igualmente um animal talhado para o trabalho, já que é determinado, corajoso e dotado com grande resistência à fadiga.

- Descrição -

Este é um cão de tamanho médio, cuja altura, nos machos, variam entre os 61 e os 66 cm e, nas fêmeas, entre os 56 e os 61 cm. O seu peso pode atingir os 28Kg.
A pelagem do Malinois é muito curta na cabeça, exterior das orelhas e parte inferior dos membros e um pouco maior no resto do corpo. As suas cores variam entre o vermelho, gamo e cinzento.
A sua cabeça é bem cinzelada, transportada elevada e ligeiramente longa. Os olhos inseridos obliquamente, são de tamanho médio e de cor castanha e as orelhas triangulares são portadas empinadas quando o cão está em alerta.
O restante corpo é harmoniosamente bem proporcionado. O peito é profundo e um pouco largo, o pescoço é ligeiramente alongado e bem musculado. O dorso e o lombo são firmes e curtos e os membros são musculosos e bem desenvolvidos. A cauda, de comprimento médio, encontra-se normalmente pendente quando em repouso.

Agressividade e ciúmes

Primeiro de tudo eu quero deixar bem claro que se seu cachorro tem um problema sério de agressividade e já mordeu seriamente alguém, você deve levá-lo a um médico veterinário especialista em comportamento canino. O profissional deve visitar você na sua casa e ser capaz de identificar os motivos da agressividade, ajudar a diminuí-la e te ensinar a lidar com ela.

Mas se a agressividade estiver no começo e você sentir que ainda consegue controlar seu cão, vamos acabar com esse comportamento de uma vez por todas.

Um dos motivos de cachorros serem agressivos é simplesmente para chamar a atenção. Por algum motivo ele aprendeu que recebe atenção quando é agressivo. Esse é o tipo de cachorro que rosna para tudo, seja porque alguém chegou perto dele ou da comida dele, porque alguém diferente está na casa, porque passou alguém na rua, etc, mas na realidade não morde ninguém e em geral amansa se você for firme com ele. Nesses casos use a tática de ignorá‐lo.

Se você entra na sala e ele late e fica bravo, não lhe dê nenhuma atenção, não olhe para ele, não fale com ele, vire‐se de costas para ele. Ao sentar‐se, sente‐se de costas para o cachorro.

Lembre‐se que eles entendem linguagem corporal melhor do que a falada e vão perceber que não estão recebendo atenção. Espere uns 5 minutos de total indiferença a ele até ele se acalmar, deitar no chão e relaxar para só aí então dar atenção para ele. Isto é importante, só quando ele realmente relaxou, talvez até fechou os olhos e deitou de lado você se dirige a ele. Você quer reforçar o fato de que ele se acalmou e não o fato de ele estar bravo. Ele tem que entender que só vai receber sua atenção quando mostrar respeito e assumir uma postura de subordinação.

Cachorros mostram agressividade com estranhos, muitas vezes por pensar que eles são o alfa e precisam defender a matilha. Nunca reaja agressivamente, pois ele vai sentir que aquela não é sua postura natural e vai achar que precisa assumir a liderança frente à ameaça. Puxe o cachorro para trás de você passando o dedo na coleira e coloque o seu corpo entre o cão e a pessoa estranha. Você está dando a mensagem para ele que ele pode se acalmar, pois você é o alfa e está tomando conta da situação e vai protegê‐lo se for preciso.

Quando ele sentir a sua liderança ele pode relaxar e a agressividade vai embora.

Outra maneira de criar uma associação positiva com estranhos é pedir que eles tragam algum petisco para seu cão. Se você tem algum amigo ou parente que vem à sua casa com freqüência, peça a ele que entre, espere até o cão se acalmar completamente e daí dê um petisco ao cão. O cachorro vai entender que nem todos os estranhos representam uma

ameaça.

Se houver disputas entre dois cachorros da mesma casa, entenda que isso é normal na natureza. Os cachorros disputam pela liderança da matilha e às vezes brigam por isso. E muitas vezes nós colocamos mais lenha na fogueira. Veja este exemplo:

Você tem dois cachorros e você põe comida para eles na mesma hora. Um deles se acha dominante e não permite que o outro coma na mesma hora. A reação típica nossa é de dar uma bronca no cachorro que começou a confusão como fazemos com nossos filhos, certo?

No mundo dos cachorros não funciona assim. Eles têm que ter bem claro quem está acima de quem na hierarquia e quando nós interferimos estamos confundindo a cabecinha dos dois.

O dominante sente a liderança dele ameaçada e acaba sendo ainda mais agressivo para sustentar sua posição. O subordinado vê o dominante levando uma bronca e duvida da liderança dele, então vai querer reagir. No final, estamos apenas alimentando a agressividade entre os dois.

Num caso de dois ou mais cachorros em casa, observe e tente entender a hierarquia estabelecida entre eles. Dê comida primeiro ao líder, depois ao seguinte na hierarquia e assim por diante. O líder deve ter o melhor lugar para dormir, andar na frente, etc. Não é preciso ter pena dos outros. É assim que funciona na natureza e todos os cachorros vão

ficar mais confortáveis com isso e a agressividade vai embora.

Para usar o reforço positivo para diminuir a agressividade de seu cão faça o seguinte: Toda vez que ele demonstrar agressividade, ignore‐o, vire‐se de costas não lhe dê atenção. Quando ele se acalmar e relaxar, aí você fala ‘Muito bem’ e faz bastante carinho, dá petiscos, elogios, etc. Mais uma vez o tempo aqui é importante. Você não quer que ele entenda que você está reforçando o ficar bravo. Ele deve entender que só recebeu reforço quando se acalmou, parou de latir ou de puxar a coleira. Fale ‘Muito bem’ e reforce apenas quando ele fizer um progresso significativo na direção de acalmar‐se.

Com o tempo e a repetição, você verá os efeitos desta técnica.

Latidos em excesso

Cachorros latem por diversas razões e às vezes pode ser demais. A principal razão é realmente uma necessidade de comunicar algo, e quando essa comunicação vira um problema, temos que explorar os motivos.

Os principais tipos de latidos:

ABORRECIMENTO
Ficar sozinho por longos períodos de tempo é difícil para a maioria dos cães. Eles latem para se entreterem e aliviar seu aborrecimento, seu ‘saco cheio’ (desculpem o termo). Nesse caso o cão late sem parar por muito tempo de uma maneira monótona, sem mudança de freqüência, tom ou volume.

ALEGRIA
Quando o cão está alegre os latidos são um pouco mais agudos e animados. Ele está contando ao mundo que ele está feliz, e também abana o rabo, pula para lá e para cá, abaixa o peito dobrando os cotovelos mantendo o traseiro para cima.

ALERTA
O latido de alerta é grave e rouco, o cachorro quer passar a impressão que é maior do que realmente é. Em geral, os pelos na coluna se arrepiam, e eles assumem uma postura agressiva inclinando‐se para frente com o rabo rígido e orelhas levantadas.

IR AO BANHEIRO
Quando o cachorro precisa ir ao banheiro ele anda pela casa, às vezes em círculo, farejando o chão e às vezes até geme. O latido nesse caso é curto e repetitivo se você não dá atenção.

FOME
Da mesma forma que o latido do banheiro esse é um latido curto apenas para chamar sua atenção para alguma necessidade dele. Muitas vezes eles ficam agitados, correndo e pulando.

CHAMAR ATENÇÃO
Quando o seu cachorro quer brincar ou quer entrar em casa ou quer apenas chamar sua atenção ele late de uma forma irregular. Late uma vez, depois duas, depois mais algumas, até conseguir sua atenção.

Como resolver o problema:

Aborrecimento
Imagine que você ficasse confinado no mesmo espaço todos os dias, sozinho na maior parte do tempo, sem absolutamente ninguém com quem interagir. Seja dentro de casa ou apartamento, ou em uma pequena área de serviço, pátio, corredor, ou mesmo um quintal.
Seria como ir para a cadeia, certo? Preso, sempre no mesmo lugar, sem ver ninguém. Você ia ficar maluquinho, subindo pelas paredes, destruindo tudo à sua volta e ia começar a falar sozinho com amigos imaginários apenas para suportar ver o tempo passar.
Lembre‐se que cachorros são animais gregários, que vivem em matilhas na natureza. A solidão é uma espécie de cadeia para o seu cão. Ele muitas vezes late por longos períodos só para aliviar a solidão, só para passar o tempo e gastar um pouco de energia acumulada.
O seu cachorro está precisando de mais atenção e mais exercício. O próprio adestramento vai ajudar a aliviar a necessidade de seu cão interagir com você e gastar energia. Durante o adestramento ele está recebendo sua atenção exclusiva, que é a coisa que ele mais gosta nesse mundo. Ele também vai usar a cabecinha dele para aprender coisas novas. Em geral, eles adoram as aulas, a interação, os elogios, os carinhos e os petiscos. Isso vai certamente diminuir o aborrecimento de seu cão.
Seu cachorro precisa de exercício diário.
Se seus vizinhos reclamam que seu cachorro late o dia inteiro, um programa de exercício vai ajudar muito. Acorde 30 minutos mais cedo e leve seu cão para passear logo pela manhã, um pouco depois do café da manhã dele e antes de você sair para o trabalho. Vai ser um ótimo exercício para vocês dois e passear com o dono é sempre um momento especial para o cachorro. É estimulante, ele vai sair do cantinho dele, vai ver e cheirar coisas interessantes, lugares diferentes.
Leve‐o para parques onde ele possa interagir com outros cães. Ele vai começar o dia mais satisfeito e feliz e não vai ter tanto motivo para latir.
Volte para casa na hora do almoço e dê mais uma caminhada com ele. Se você não tiver condições, peça para algum parente ou amigo para ajudar nesta hora. Em grandes cidades há até profissionais que levam cachorros para passear. E leve mais uma vez para uma voltinha quando chegar em casa. Seu cachorro vai agradecer e até controlar o banheiro vai ficar mais fácil, pois ele terá mais oportunidades de fazer na rua.
Dê mais brinquedos para ele se divertir durante o dia, bolas, brinquedos para morder, pendure um bichinho ou bola em um poste no meio do quintal em uma altura que ele só alcança se der um pulinho. Ele vai passar horas pulando e jogando essa bola ao redor do poste.
Outra alternativa é fazer um tanque de areia para ele, um lugar que ele possa cavar e esconder coisas. Essa estratégia é particularmente útil para cães que gostam de cavar e destroem seu jardim. Com o tanque de areia eles têm o lugar certo de cavar e vão deixar seu jardim em paz.

Alegria
Você não deve esperar que seu cachorro pare de latir completamente. Essa é a maneira dele se comunicar e em algumas situações deve ser permitido. Deixe-o latir um pouco antes de pedir para ele ficar quieto.

Alerta
Esse é um caso que você quer que seu cachorro lata. Se houver alguma ameaça a ele, a você ou sua casa, você quer que ele dê o aviso. Mas às vezes isso se torna um problema quando ele late para todos que passam na rua, para o carteiro, o caminhão de lixo. Aqui você pode aplicar as técnicas de ficar quieto que vou ensinar logo abaixo.

Ir ao banheiro
Eu considero esse latido extremamente positivo. Não seria ideal se seu cachorro te pedisse toda vez que ele quisesse ir a banheiro? Preste atenção ao seu cão e descubra se ele está pedindo para sair quando ele está latindo.
Como eu comentei no capítulo do banheiro, eu recomendo que você estimule esse comportamento no seu cachorro. Desde filhote, quando você estiver brincando com ele na sala ou assistindo TV e ele latir, você o leva para o banheiro. Toda vez que ele latir, você o leva para o jornal na lavanderia ou põe a coleira e leve‐o ao quintal na rua, aonde quer que seja o banheiro dele. Lembre‐se que esta não é hora de brincar, então siga a rotina descrita no artigo “necessidades no local certo”.

Fome
Da mesma forma que a alegria, um pouco de latido deve ser sempre permitido.

Chamar atenção
Esse é o caso em que seu cachorro late apenas para chamar sua atenção, seja porque ele quer brincar, ou quer entrar na casa ou qualquer outro motivo. Nesse caso você tem que usar a tática de ignorá‐lo, vire‐se de costas, não fale com ele. Nunca lhe dê atenção quando ele late apenas para chamar sua atenção.
Imagine se você fosse um cachorro e estivesse fora de casa sozinho e aborrecido. Você late umas poucas vezes e seu dono vem "Chico, o que foi? Fique quieto!", Eu latiria muitas vezes mais, para ele vir de novo e de novo. Agora se ele late cem vezes e você não vem, depois mil vezes, depois duas mil vezes e nada de você aparecer, uma hora ele para.

Vou tentar dar um exemplo ainda melhor: Você está em casa assistindo sua TV tranqüilo e seu cachorro late por cinco segundos. Você não quer incomodar a vizinhança, então se levanta e deixa-o entrar. Então o cachorro aprende: se eu latir cinco segundos, ele me deixa entrar.

Nos dias que se seguem, ele faz de novo, e você tenta ignorá‐lo. E ele late e late sem parar, até que você não agüenta mais, vai lá e grita com ele. Bom, o cachorro não fala português, ele não entende que você está mandando ele ficar quieto. Para ele você está todo animado, falando alto e latindo de volta para ele. Agora ele aprendeu que se ele latir dois minutos você vem, brinca com ele de latir e deixa-o entrar. Isso vai piorando, e piorando, e logo ele está latindo 15 ou 30 minutos direto, e sem perceber você treinou seu cachorro a latir sem parar.

Aqui você precisa ser consistente. Vou dar outro exemplo: no Sábado de manhã você está todo animado cheio de energia e quer brincar com seu cão. Aí ele late e você vai e faz a maior festa e joga bola e leva para passear. Agora no meio da semana você está saindo para trabalhar de manhã na correria, ele late e você o ignora. “Agora não tenho tempo para brincar, Chicão”. Aí na sexta‐feira você chega do trabalho exausto, de mau humor, o trânsito estava péssimo. Ele late e você explode, dá a maior bronca nele.

Para o cachorro há três respostas diferentes. 1/3 das vezes você vem e brinca e dá atenção e ele tem os melhores momentos da vida dele. 1/3 das vezes você não dá bola e 1/3 das vezes ele leva uma bronca. Ele não sabe o que vai acontecer na próxima vez, então ele late.

Tem 33% de chance de levar uma bronca. Mas tem 67% de chance de não acontecer nada ou de brincar. Então vamos latir!!! Você precisa ser muito consistente na maneira que você reage aos latidos do seu cachorro para evitar esse problema.

Agora vou te ensinar duas técnicas para ensinar seu cão a ficar quieto.

1‐ Pegue um dia que você está tranqüilo e com paciência, separe aquele petisco especial e escolha a hora do dia que ele mais late. Quando ele começar a latir, fale ‘Quieto’ ou ‘Shhh’ ou ‘Ah ah ah’, o que você quiser, e segure o petisco na frente do cachorro. Ele vai parar de latir, porque ele não consegue latir e cheirar o petisco ao mesmo tempo. Assim que ele parar, faça bastante carinho e repita o comando ‘Quieto’ algumas vezes. Depois que você e ele estiverem quietos por uns 5 segundos, fale ‘Muito bem’, dê‐lhe o petisco e faça a maior festa.

Você está reforçando o silêncio, não o latido. Então espere que ele fique quieto por pelo menos 5 segundos depois de falar alguns ‘Quietos’ para dar o reforço.

Se ele recomeçar a latir, não dê o reforço. Repita o processo diversas vezes, a repetição é fundamental nesse exercício. Pode demorar um tempo, pois você está ensinando a ficar quieto, ou seja, não fazer nada, e este é um conceito difícil para alguns cães.

Depois comece a esticar o período entre ficar quieto e dar o petisco para 7 segundos, 10, 15, 30 segundos, etc.

2‐ Se seu cachorro late para você quando você lhe dá uma ordem, isso pode ser um problema de liderança. Ele está respondendo "eu não vou obedecer". Nesse caso você pode usar um método de correção física. Veja bem, a idéia aqui não é ser violento, dolorido ou desumano. Quando seu cão está latindo, abaixe‐se ao nível dele, e segure firmemente seu focinho com uma ou duas mãos (não chacoalhe).

Ao mesmo tempo fale sua palavra‐comando, que pode ser ‘Quieto’, ‘Shh’ ou ‘Ah ah ah’. Segure até ele parar de fazer barulho (ele não vai conseguir latir com a boca fechada) e também até ele parar de resistir às suas mãos, tentando tirar a cabeça para trás. Esse método vai ajudar também a estabelecer sua dominância e esclarecer ao seu cão quem é o líder.

Esse pode não ser seu método preferido, pois envolve uma ação física, mas lembre-se: Cachorros não são crianças e eles se sentem mais seguros e confortáveis quando está bem claro quem é o líder da matilha que eles podem confiar. Seja qual for a situação ou o método utilizado, a repetição é que vai fazer funcionar.

Lembre‐se: nunca grite com ele "CHICO, FIQUE QUIETO". Para ele, você está latindo de volta e só vai estimulá‐lo ainda mais.